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INCAS

O Império Inca (Tahuantinsuyu em quíchua) foi um Estado-nação que existiu na América do Sul de cerca de 1200 até a invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do imperador Atahualpa em 1533. Tahuantinsuyu é o nome que se deu ao Império Inca e significava –ahua: cuatro e -suyu : região ou rumo, com referência aos quatro pontos cardiais.
O Império incluía regiões desde o extremo norte como o Equador e o sul da Colômbia, todo o Peru, o noroeste da Argentina, o norte do Chile e a Bolívia.
No caso dos povos andinos a história de todas as nações é uma mostra da rica cultura Inca, Quéchua e Aymara.
Da miscigenação entre o milenar e o novo mundo surgiram as novas expressões de cultura e folclore, que se tornaram a nova identidade do nosso país
TROPICO BOLIVIANO

O Trópico boliviano se caracteriza por sua beleza natural e alegres festas onde tradicionalmente se dança o Taquirari e o Carnavalito, também existe a elegância e o romantismo da Polka Camba.
Danças originárias dos estados de Santa Cruz, Beni e Pando.
WACA TOKORIS

Dança de origem nas corridas de touro.
Após a chegada dos touros na América e perante a proibição do nativo nos costumes espanhóis houve uma reação imediata do indígena de ridicularizar o comportamento espanhol criando desta maneira o Waca Tokori ou baile da vaca.
Está representado pelos “Waca Waca” ou homens toros e as leiteiras que se vestem com várias polleras (saias), de várias cores que com os seus movimentos formam um arco-íris de cores.
SURI SICURIS

A dança Suri Sicuris nasceu da junção de dois conceitos fundamentais: SURI que vem do Aymara, que significa avestruz, utilizado também, para denominar uma enorme coroa recoberta de plumas de avestruz e SICURI que deriva da palavra SICU, nome do instrumento de sopro e também de quem a toca.
Desta maneira o dançarino Suri Sicuri é dotado de uma maior plasticidade que o Sicuri, de maneria a ressaltar os movimentos zoomórficos do acasalamento do avestruz, mantendo em sua cabeça a coroa do SURI , em um ritmo cálido, lento e festivo.
MORENADA

Durante o século XVI , os negros foram capturados e vendidos como escravos no novo continente a América.
Este tráfico se concentrou nos centros mineiros das cidades de Oruro e Potosi para a extração de prata e estanho, porém o clima foi brutalmente desfavorável para eles, devido a este problema, foram realocados para a região dos Yungas, no estado de La Paz, onde se encarregaram do cultivo de coca e café e cítricos. A dança dos morenos nasceu justamente dos comparsas de negros, os quais zombavam dos bailes dos senhores brancos.
Mais tarde os mestiços do altiplano a adaptaram na forma de fabulosas vestimentas e para manter sua essência africana, incorporaram máscaras decoradas com rostos negros.
As matracas e os passos característicos de sua dança representam os sons das correntes que prendiam os escravos pelas pernas e as pesadas carroças que tinham que puxar.
AUKI AUKI

Auki, palavra Aimara que significa “homem velho”, no qual a corcunda representa um pequeno fardo em sinal de submissão.
Esta dança satiriza e ridiculariza as autoridades coloniais, os advogados e notários que sempre enganavam os índios.
SAYA, NEGRITO, CAPORALES
 
Os interesses econômicos que moviam os tráfico de escravos do século XVI fizeram com que os negros migrassem para a América, trazendo consigo sua música e dança para a terra dos Andes, principalmente na região dos Yugas.
SAYA significa “trabalho em comum”, sobre o comando de um cantante, ritmo alegre, que se adaptou às práticas ancestrais adotando peculiaridades como as da vestimenta, principalmente das mulheres.
CAPORAL representa o “capataz”, o maioral da fazenda que mesmo sendo escravo tinha certa prerrogativa sobre os demais, os submetia a trabalhos forçados através de golpes de chicote.
Atualmente a juventude boliviana criou um novo ritmo dançante e contagiante, baseada no ritmo da Saya, se caracteriza por ser uma dança de movimentos ágeis na qual os homens realizam giros, chutes no ar e saltos acrobáticos, enquanto as mulheres se destacam por mostrar e ressaltar a sensualidade e feminilidade através do vestuário e movimentos graciosos.
DIABLADA

Se originou no século XVII como uma representação da luta entre o bem e o mal, entre o arcanjo São Miguel e a Virgem da Candelária os quais representam as 7 virtudes contra Lúcifer, e este representa os 7 pecados capitais.
Ao final do combate, Lúcifer e os diabos foram vencidos pelo arcanjo triunfador do combate. Na dança, os diabos são dirigidos/seguem o arcanjo São Miguel juntamente com as “China Supay” (mulheres-demônio), com o Condor e com o Urso Andino.
Por trás da dança, estão conceitos e personagens andinos como a imagem milagrosa da Virgem de Candelária, encontrada na casa do famoso ladrão Nina Nina, a partir de então, os mineiros de Oruro a declararam sua protetora e no Carnaval começaram a dançar, em homenagem à virgem, vestidos de diabos para não provocar a ira do “Tio de La Mina”ou “Huari”.
O “Huari” é um ser sobrenatural, subterrâneo e dono dos metais que pode proporcionar grandes riquezas ou causar a morte nas minas.
PHUJLAY

A poucos kilômetros da capital de Sucre. está localizada a cidade de Tarabuco, onde o Carnaval é celebrado todos os anos.
Ali se reúnem pessoas de mais de 70 comunidades, vestindo vistosos trajes para interpretar especialmente a dança Phujllay.
Essa dança é em homenagem à famosa batalha de “Cumbati” onde mais de dois mil índios derrotaram os espanhóis apenas com pedras que lançaram desde as alturas, mantendo apenas vivo o menino que tocava o tambor de ordem de ataque espanhol. Este som marcial gerou a imponente e guerreira dança do Phujllay.
TINKUS

Dentre todas as danças de origem pré-hispânica, é a mais antiga.
A palavra “tinku” provem do idioma Aymara, que significa “vir às mãos” ou “encontrar-se em bandos”.
É festejado com a dança anualmente, a cada três de maio (Corpus Christi), na província Chayanta ao norte do departamento de Potosí.
É uma dança ritual que exige dos participantes o derramamento de sangue dedicado à “Mãe Terra” ou “Pachamama”, para celebrar as colheitas e renovar o pedido de fartura.
Cada bando envia a um representante que inicia a cerimônia dedicada à Pachamama.
SAPATEADO, CUECA, BAILECITO, HUYANO COCHABAMBINO
 
Situada no centro da Bolívia, Cochabamba oferece uma paisagem e clima ideal, que combinam harmoniosamente os extremos do altiplano gelado ao calor ardente dos vales orientais.
A chola cochabambina, figura folclórica e típica, dotada de muita graça e elegância participa em diversas festas de santos, das quais a que destaca a celebração de Santa Vera Cruz Tatala, festa da fertilidade.
As danças tradicionais são o sapateado, a cueca cochabambina, e o alegre bailecito.
QUADRO TARIJA

Tarija ou San Bernardo de Tarija é uma cidade florida e de grandes plantações de uva, conhecida como a “terra do chapacos”, reconhecida pelos seus grandiosos vinhos e lindas mulheres.
O esplendoroso Vale Tarijeno celebra suas festas dançando sua famosa “roda” , com ágeis sapateios de grande entusiasmo, acompanhado de erkes, cajas (caixas) e violinos.
QUADRO CHACO

O “Grande Chaco” Boliviano, cálido e viril, conhecida como a terra dos chaqueños é compartilhada pelas repúblicas irmãs da Argentina, Brasil, Paraguai.
Conserva tradicionalmente danças de grande beleza como o Escondido, Gato, Tero-Tero, Cueca Chaqueña e a Chacarera. Possuem raízes na própria Espanha, derivadas do Tablado e o Flamenco espanhol, pela forma do sapateado e habilidade com as mãos.
Os homens destacam se pelo sapateado complicado e suas mulheres dançam com graça e beleza.
TOBAS

Os tobas são guerreiros indomáveis do Chaco Boliviano. A Dança do Tobas é uma representação figurativa das tribos do Chaco boliviano.
Desde antes da colônia a relação entre a cultura andina e a amazônica foi de dominação e de resistência. Em algumas de suas missões, o exército Quechua aprisionou selvagens, chamados “Ch'unch'us”.
A chegada destes orientais ao mundo ocidental inspirou os Aymaras à criação de uma dança batizada “Ch'unch'u”, uma maneira de apropriação cultural.
Fundada a República, os Aymaras migrantes das cidades de La Paz e Oruro reinventaram/resgataram a dança e a designaram “Tobas”, nome de uma etnia do Chaco boliviano.
A apropriação incluiu também a representação imaginária da cultura Tacana, com máscaras de madeira elegantemente recoberta com plumas. A coreografia da dança , exige saltos e agilidade excepcional sendo uma das poucas danças andinas que requere tanto movimento e esforço físico.
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